









O BLOG DE QUEM ENSINA APRENDENDO.
" Ler não é decifrar, escrever não é copiar".
Emilia Ferreiro, a psicolingüista argentina, discípula de Jean Piaget, revolucionou o conhecimento que se tinha sobre a aquisição da leitura e da escrita quando lançou, com Ana Teberosky, o livro Psicogênese da Língua Escrita, em que descreve os estágios pelos quais as crianças passam até compreender o ler e o escrever. Crítica ferrenha da cartilha, ela defende que os alunos, ainda analfabetos, devem ter contato com diversos tipos de texto. Passadas mais de duas décadas, o tema permanece no centro dos interesses da pesquisadora, que se indigna com quem defende o método fônico de alfabetização, baseado em exercícios para treinar a correspondência entre grafemas e fonemas.
Emilia Ferreiro considera a alfabetização não um estado, mas um processo que tem início bem cedo e não termina nunca. "Nós não somos igualmente alfabetizados para qualquer situação de uso da língua escrita. Temos mais facilidade para ler determinados textos e evitamos outros. O conceito também muda de acordo com as épocas, as culturas e a chegada da tecnologia" - Afirma.
Autora de várias obras, muitas traduzidas e publicadas em português, já esteve algumas vezes no país, participando de congressos e seminários. Falar de alfabetização, sem abordar pelo menos alguns aspectos da obra de Emilia Ferreiro, é praticamente impossível. Ela não criou um método de alfabetização, como ouvimos muitas escolas erroneamente apregoarem, e sim, procurou observar como se realiza a construção da linguagem escrita na criança.
Os resultados de suas pesquisas permitem, isso sim, que conhecendo a maneira com que a criança concebe o processo de escrita, as teorias pedagógicas e metodológicas, nos apontem caminhos, a fim os erros mais freqüentes daqueles que alfabetizam possam ser evitados, desmistificando certos mitos vigentes em nossas escolas.
Aqueles que são, ou foram alfabetizadores, com certeza, já se depararam com certos professores que logo ao primeiro mês de aula estão dizendo, a respeito de alguns alunos: não tem prontidão para aprender, tem problemas familiares, é muito fraca da cabeça, não fez uma boa pré-escola, não tem maturidade para aprender e tantos outros comentários assemelhados. Outras vezes, culpam-se os próprios educadores, os métodos ou o material didático. Com seus estudos, Ferreiro desloca a questão para outro campo: " Qual a natureza da relação entre o real e sua representação? " As respostas encontradas a esse questionamento levam, pode-se dizer, a uma revolução conceitual da alfabetização.
A escrita da criança não resulta de simples cópia de um modelo externo, mas é um processo de construção pessoal. Emilia Ferreiro percebe que de fato, as crianças reinventam a escrita, no sentido de que inicialmente precisam compreender seu processo de construção e suas normas de produção. " Ler não é decifrar, escrever não é copiar". Muito antes de iniciar o processo formal de aprendizagem da leitura/escrita, as crianças constroem hipóteses sobre este objeto de conhecimento.
I. DADOS DA INSTITUIÇÃO EXECUTORA
NOME DA INSTITUIÇÃO - Prefeitura Municipal de Cruz
CNPJ - 076639170001-15
I. DADOS DA INSTITUIÇÃO EXECUTORA
NOME DA INSTITUIÇÃO -
I. DADOS DA INSTITUIÇÃO EXECUTORA
NOME DA INSTITUIÇÃO - Prefeitura Municipal de Cruz
CNPJ - 076639170001-15
Endereço - Praça dos Três Poderes, Aningas, s/n
Cidade – Cruz / Estado - Ceará
CEP - 62595-000
Telefone - (88) 3660-1277
E-mail - prefeitura@cruz.ce.gov.br
Site - www.cruz.ce.gov.br
SECRETARIA RESPONSÁVEL – Secretaria da Educação
Endereço - Praça dos Três Poderes, Aningas, s/n
Cidade – Cruz / Estado - Ceará
CEP - 62595-000
Telefone - (88) 3660-1260
E-mail - secretariadaeducacao@cruz.ce.gov.br
II. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
2.1. NOME DO PROGRAMA E TÍTULO DO PROJETO
PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO - APRENDER SEMPRE PARA ENSINAR MAIS.
2.2. PÚBLICO-ALVO ATENDIDO PELA ATIVIDADE
Professores das escolas públicas municipais.
2.3. PERÍODO DE EXECUÇÃO:
Fevereiro a dezembro.
III. CONCEITUAÇÃO E JUSTIFICATIVA
Nas últimas décadas, em decorrência das mudanças sociais, econômicas e culturais, o mundo todo tem prestado mais atenção na educação, especialmente a que se desenvolve nos sistemas escolares, submetendo-a a uma análise pública constante. O resultado desse interesse tem se consubstanciado em reformas educativas, desencadeadas em grande número de países. Nesse contexto, as questões relativas à atuação e à formação docente estão no centro de amplas discussões.
As mudanças exigidas pelas reformas educacionais incidem sobretudo, na formação dos profissionais da educação. Aprender a aprender e continuar aprendendo durante toda a vida profissional é uma competência exigida não só para os alunos da educação básica mas para todos os profissionais que estão inseridos no mundo do trabalho.
A LDB, em consonância com essa demanda atual do mundo do trabalho, afirma que os sistemas de ensino deverão promover a valorização dos profissionais da educação, assegurando-lhes “aperfeiçoamento profissional continuado.”
A mudança no perfil e nas incumbências do professor, exigidas pela LDB e pela reforma educacional em implementação, são um bom exemplo da necessidade de os profissionais e as instituições serem flexíveis para poder acompanhá-las, e um bom exemplo da necessidade de se continuar aprendendo. Se é verdade que é necessário se rever a formação inicial dos professores é também verdade que as escolas e os professores em exercício em exercício devem se atualizar frente às novas demandas. Estamos portanto, no âmbito de formação continuada.
Sacristán (1990) considera que a formação de educadores tem se constituído em “uma das pedras angulares imprescindíveis a qualquer intento de renovação do sistema educativo”, o que nos ajuda a entender a importância que esta temática vem adquirindo nas últimas décadas , em meio aos esforços globais para melhorar a qualidade do ensino. Nos processos de reformas educativas ela é, então, colocada como elemento central. Nesse contexto, discutir a formação do professor é discutir como assegurar um domínio adequado da ciência, da técnica e da arte da profissão docente, ou seja, é tratar da competência profissional. No seu processo de formação, o professor se prepara para dar conta do conjunto de atividades pressupostas ao seu campo profissional. Atualmente, concebe-se essa formação voltada para o desenvolvimento de uma ação educativa capaz de preparar seus alunos a compreensão e transformação positiva e crítica da sociedade em que vive. Assim sendo, deve se estruturar a formação continuada de forma a criar oportunidades para o docente repensar constantemente seu fazer pedagógico.
Segundo Cristovam Buarque, o mais importante desafio da eduçação contemporânea é formar um nove tipo de professor. Mais até: inventar um novo tipo de professor. Para ele, a formação do professor enfrenta, portanto, cinco desafios:
os novos equipamentos;
a dinâmica do conhecimento;
a presença da mídia;
a ausência da família;
o conhecimento precoce e a priori dos alunos.
Por isso, nunca foi tão fundamental a formação do professor.
Diante de tais princípios, a proposta da Secretaria de Educação Municipal no âmbito de Formação Continuada é formar a princípio os Coordenadores Pedagógicos em encontros presenciais mensais, para que esses profissionais possam auxiliar positivamente os docentes em sala de aula e assim , contribuir com a Formação dos Profissionais do Magistério de sua rede de ensino, disponibilizando mensalmente artigos e reportagens dentre outros, para estudo e reflexão nos momentos de planejamento.
A escola é o local privilegiado para a formação continuada uma vez que:
a formação deve ser dirigida à equipe de professores;
deve ser realizada em horário de trabalho, pois faz parte da atuação docente;
precisa conceder um papel protagonista à equipe, no planejamento e na realização de atividades de formação;
é necessário reconhecer que as tarefas de formação permanente são um instrumento básico para garantir o desempenho profissional.
A escola como contexto de formação em serviço deverá planejar momentos de acordo com as necessidades de seus profissionais, oportunizando-lhes a leitura e reflexão de outras fontes, tais como:"Revista Nova Escola, pesquisas na Internet (Portal do Professor)...". Tudo isso implicará em formas variadas de reproduzir reflexões sobre que foi estudado. Algumas possibilidades:organizar grupos de estudo por modalidade; interpretar e contextualizar as idéias contidas nos textos para a sua realidade; produzir e apresentar seminários, artigos, resumos, resenhas, relatórios...;discutir e expor projetos ou tipos de atividades realizadas por colegas da mesma turma, aréa ou disciplina.
Por tudo, pode-se afirmar que a formação continuada deve ser considerada como um dos elementos do Projeto Pedagógico da escola, cujo objetivo é potencializar a reflexão e a elaboração das equipes sobre a prática. Organizar e gerir o ensino, baseando-se na reflexão e tomada de decisões conjunta dos professores, implica numa política da instituição escolar de explicitar e enfrentar os problemas da equipe como norma de atuação profissional, pois tem como objetivo o aperfeiçoamento da prática educativa e o crescimento profissional.
IV. META
Promover em parceria com o Núcleo Gestor das escolas momentos de Formação Continuada para 100% dos Profissionais do Magistério.
VII. OBJETIVO GERAL
Planejar e desenvolver o Programa de Formação Continuada dos Profissionais do Magistério, oferecendo possibilidades de estudo, reflexão e troca de experiências.
VIII. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Dar condições de aperfeiçoamento, reproduzindo mensalmente textos reflexivos para estudo com os profissionais nos momentos de planejamento;
Reproduzir materiais de uso social ( reportagens, artigos, entrevistas de revistas, jornais, palestras educativas, documentários, músicas pedagógicas...) para dinamizar os momentos de estudo;
Criar oportunidades para que os professores reflitam as ações de ensinar e aprender, como forma de redimensionar a ação educativa;
Ler, interagir e desenvolver novas alternativas pedagógicas, através do intercâmbio de experiências entre docentes de diferentes espaços;
Estimular a ação docente, compartilhando informações e sugestões para entender o “como fazer”;
Desenvolver profissionais comprometidos e envolvidos com a tarefa de ensinar e com seus alunos.
IX. METODOLOGIA
Será estudado artigos ou reportagens de um autor a cada ano. Em 2009, os artigos são de Júlio César Furtado (Psicólogo, pedagogo e professor - RJ). A cada estudo mensal ,os professores fazem uma reflexão respondem um questionamento fazendo sempre um paralelo entre o texto e sua prática em sala de aula. Suas produções são acompanhadas e arquivadas pelo Núcleo Gestor onde este produz um relatório final, explicitando como aconteceu o estudo, enviando para a Secretaria de Educação para que esta possa ter um perfil do que de fato, está sendo desenvolvido nos momentos de planejamentos.
IX.
| MÊS | ESTUDO PADRONIZADO | EDUCAÇÃO INFANTIL | ENSINO FUNDAMENTAL |
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FEVEREIRO | Ser professor: A formação teórica, a realidade subjetiva e a prática desejada. |
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MARÇO |
| As representações sociais docentes sobre infância, criança, Educação Infantil e papel do professor. | As emoções como mediadora da aprendizagem. |
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ABRIL |
Indagações sobre Currículo
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MAIO |
| Quem manda é a tia: O trabalho das crianças é obedecer: A visão das crianças sobre a pré-escola. | O desafio de promover a aprendizagem significativa. |
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JUNHO | O papel do professor na promoção da aprendizagem significativa. |
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AGOSTO |
| Do desenho à escrita: A caracterização das personagens na reescrita de narrativas infantis. | As desaprendizagens do professor. |
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SETEMBRO |
| Canta ou vez... “Eu conto uma parte, você conta uma parte” | Avaliação e Mudança: Necessidades e Resistências. |
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OUTUBRO |
| A importância do lúdico na Educação Infantil pra o desenvolvimento cognitivo na Matemática. | A aprendizagem significativa passa pela avaliação formativa. |
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NOVEMBRO |
| Qualidade na Educação Infantil: Olhar da criança sobre pré-escola. | Formar para a inclusão ou incluir para formar? |
| DEZEMBRO
| Palestra com o autor dos artigos estudados : Júlio Furtado. |
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X. AVALIAÇÃO DO PROJETO
A cada estudo realizado os professores darão seus depoimentos de como o Programa de Formação Continuada-Aprender Sempre para Ensinar Mais, tem contribuído para seu aperfeiçoamento profissional e consequentemente para a melhoria de sua prática em sala de aula. Cada escola, enviará para a Secretaria de Educação os relatos dos professores, fotografias dos momentos de estudos ou de aulas significativas ou outros documentos comprobatórios. Todo o material enviado pelas escolas e analisado pela equipe pedagógica da Secretaria de Educação e finalmente, a equipe avaliará o desenvolvimento do Projeto em cada escola e diante disso, replanejará as próximas ações.
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